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| Mundo de Cerveja |
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| Sex, 12 de Março de 2010 13:26 | ||||
(reportagem da revista Gula, fevereiro 2010)O interesse pela bebida cresce no Brasil, cursos e degustações pipocam em casas especializadas e a agora a grande mestra cervejeira Cilene Saorin traz a maior escola do mundo para cá.Weiss ou Weizebier, Kölsch, Schwarzbier, Dunkel, Brown Ale, Wibier, India Pale Ale, Shuas Bier, Abbey Blond Ale, Bière Brut, Bière de GArde, Lager, Strong Dark Ale, Dry Stout, Old Ale, Imperial Stout, Barley Wine, Gueuze Lambic Kriek.
E embora muitos brasileiros estejam descombrindo isso agora, ela dispara: "Aprender sobre cerveja não está na moda. Assim como com qualquer outro assunto, aprender significa desenvolver o conhecimento. E a consequência disso é o amadurecimento, que é irreversível". E compelta, definitiva, quando se refere a quem mergulhar no mundo das variedades, combinações e tradições. "Prepare-se para não querer mais comprar nada que custe R$ 1,00." Em outras palavras, quantidade é trocada pela qualidade - que bom. Um dos lugares para encontrar bons rótulos é a Casa da Cerveja, em São Paulo. Kathia e Letícia Borges começaram a importar marcas no final de 2005, quando menos da metade do que existe hoje estava disponível no Brasil. Nas prateleiras da loja há mais de 300 rótulos, nacionais e importados, a preços que variam entre R$ 9,00 e R$ 100,00 (belga champagnoise, que é semelhante ao procecco, a quem interessar). Diante delas, a partir deste mês, espera-se uma boa quantidade de consumidores interessados em saber mais sobre o líquido que sai das garrafas. "Eram tantas perguntas que decidimos usar o espaço para fazer palestras e degustações com harmonização de pratos, petiscos e até charutos." O primeiro encontro, em 25 de fevereiro, tem Cilene Saorin contando tudo - ou quase - do que sabe.
Antes disso, Cilene anda ocupadíssima com tantos pedidos de consultorias, degustações e palestras fechadas, para empresas e grupos de amigos. Foi num desses jantares, promovido pela irmã de uma vizinha no início de 2009, que o engenheiro naval Luóz Scaglianti descobriu o mundo do estudo das cervejas. Antes disso, quando morou em Nova York, já havia experimentado muitos tipos, mas não sabia como classificá-las, diferente do que fazia com os vinhos, sua paixão desde 1996. "Acho que a maior lição que tive foi colocar a cerveja no patamar que lhe é devido, por razões históricas e também pelo prazer que ela proporciona." Ele diz que o bebedor tradicional de vinho tende a se tornar um pouco elitista e considerar a cerveja um "primo pobre" no imenso universo de sensações e descobertas que uma boa bebida pode proporcionar. No caso da cerveja, o difícil é escolher. São mais de 120 estilos fabricados (embora 99% dos brasileiros só tome pilsen), com variações nos ingredientes que dão origem a mais de dois mil rótulos. Muitos deles já produzidos por microcervejarias aqui mesmo ou artesanalmente, em casa. Mas isso é assunto para outra reportagem. |
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